Poesia de Vidro

Quebro as palavras de esquinas
Tropegas,soluçantes,nas sarjetas
Nos becos dos botecos,nas neblinas
Ruínas de mistérios e gorjetas
...E bebo os cacos das estrelas
Nos rios transparentes das colinas
Acordo o silencio das janelas
E as velas desses barcos de platinas
No berro das ladeiras dessa rua
Diviso outras margens cristalinas
A alma no meu espelho de lua
Luzindo os destinos de outras sinas!

Francisco Tribuzi

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