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Mostrando postagens de junho, 2013

Lembranças

Mórbida a tarde observa, absorve vivencia a chuva chorando angustia sobre os telhados e os canteiros (sobre a imagem do teu sorriso) A buzina dos carros de farois acessos, parecem sinos dobrando os signos de finados (esquinas de enterros) mórbido silencio soletrando o cio das horas mortas pairando sobre o espaço cinza - do vidro turvo turvando paisagens - da vida turva travando horizontes - quebradas vidraças resquícios de saudade nodoas de lembranças presas no vago vácuo, no opaco ocaso do jamais

Menino de rua

Menino de rua catando lixo os restos rotos do arroto humano olhar de pedra: parado e fixo rastros de dor sem nome e dono Dividindo o osso no fim do poço onde abisma sua infância morta como um cão humano, vira-lata insosso nesse chão imenso sem janela e porta Assassina a sina imposta desse aborto do futuro, do passado, do presente navegando em vão sem caís nem porto no eterno desconforto de viver ausente. Menino de rua catando a vida nos restos rotos do lixo humano no presépio de lágrimas e ferida onde apodrece o seu abandono.

Paixão mórbita

Antes que a alma apodreça no breu das alvoradas infinito a tua carne no orgasmo sangrento das madrugadas

Considerações

Às vezes sinto falta de perceber entrelinhas das palavras soltas de vagos pensamentos Mas como despercebo por preguiça ou negligencia apago os teoremas de sentimentos insolúveis Afago as estrelas na tua boa de lua As vezes estando zen percebo outros detalhes que vão além do verbo no horizonte do poema Aí sim estou pronto a alma novinha em folha e todas as porradas suicidam-se na outra face As vezes sinto q falto para alguém, para mim para o abismo mais alto onde começo no fim Mas se me chega a poesia tudo que me cerca, se rende e raio junto com o dia só a poesia me aprende.

Rosa dos ventos dos versos

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Noção do tempo

É tempo de sol abundante É tempo de chuva torrencial O tempo passou num estante Não tenho tempo pro natal É tempo de colher É tempo de plantar É tempo de se arrepender É tempo de orar É tempo de sofrer É tempo de sonhar É tempo de partir É tempo de chegar É tempo de sorrir É tempo de amar (Deus é o tempo ou o tempo é Deus) É tempo de contar as horas do adeus O tempo é que nos usa O tempo nos para: Cazuza