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Mostrando postagens de junho, 2015

Cronologia/itinerário (tempo II)

Do tempo real/imaginário Para onde o tempo leva Nossas horas de abandono O pagar-nos em treva Quando navegamos no sonho Para onde o tempo levará Esse tempo todo, e tudo Que fizemos sem contar Quando estivermos mudo Para onde o tempo carrega A história de nossa vida Toda a nossa doce entrega Que um dia será esquecida Pra que lugar, auto cume O tempo levará a nossa voz Quando formos estrume A cinza dos nossos pós Porque o tempo não para, assim De contar as próprias horas E acaba com as horas do fim E enfim reinventa auroras ... tempo que conta tudo E arrasta no fim dos dias Os ventos do absurdo Cegando a luz que havia Tempo grande carrasco Fim do tópico paraíso Onde um eterno churrasco Perpetuaria o nosso riso Tempo que equação? Que formula magica Anularia (a)tua ação Naquela hora trágica Tempo tudo gira, é certo Ao redor dos teus sinistros badalos Da escura noite do deserto Ao claro dia raiado p...

Absoluto (tempo I)

Tempo senhor absoluto das horas Apagando as pegadas da vida Ascendendo, desmanchando auroras Galopando as horas da partida O tempo: veloz como bala Fabricando saudades, rugas Pouco a pouco nos calando a fala Atalhando as nossas fugas Tempo marcador exato De nossa vã existência No concreto e no abstrato Na fé e na ciência Tudo nele vive e morre Tudo nele chega e passa Esse vilão que corre E seus rastros de fumaça Navegando barcos à velas Ascendendo os sóis, luas Apagando as estrelas Sobre a solidão das ruas Tempo: relógio de giz Calando(a) a vida, (a) obra Apagando o que se diz Com o pó de sua sobra Tempo: régua do infinito Entre se e o sim Do real e do mito Do começo e do fim Tempo... trovão da tempestade Com suas chuvas de auroras Arrastando a eternidade Para o silencio das horas!