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Mostrando postagens de julho, 2014

Poesia de vidro

Quebro as palavras de esquinas Trôpegas, soluçantes, nas sarjetas Nos becos dos botecos, nas neblinas Ruínas e mistérios e gorjetas E bebo os cacos das estrelas Nos rios transparentes das colinas Acordo o deserto do desterro E as velas desses barcos de platinas No berro das ladeiras desta rua Diviso outras margens cristalinas                             A alma no meu espelho de lua Luzindo o destino de outras sinas...!

O TEMPO

O TEMPO O tempo rege a nossa vida Horas marcam a existência Entre a chegada e a partida Fotografando (a) nossa essência O tempo voa...a gente corre Mas nós ficamos para traz O tempo é sempre, nunca morre Continua passando depois do jamais O tempo esse inexorável Passador de páginas da nossa história Indestrutível...implacável Apagando os rastros da nossa memoria Tempo bom...tempo ruim Tempo de bonança e tempestade Marcando as horas do fim No compasso de sua eternidade!

1° Amor

“De um modo antigo” Na praça Gonçalves Dias... muitos anos depois Vislumbrando o mar em noite de lua Relembrando o 1°amor... nós dois Caminhando sonhos pela praça nua Uma música longe traz teu nome Teus cabelos lisos presos em tranças Uma estrela cai e logo some Sem que eu faça pedidos de esperanças O tempo muda de repente E traz a chuva e a ventania Me abrigo na igreja em frente Onde trocamos juras um dia Gonsalves Dias, imóvel, mas vivo(!) Segreda aos jardins e as flores Eis ali um triste poeta, pensativo Regando com saudades, o largo dos amores A praça se veste de silencio, negrume O céu derrama seus lamentos E o vento varre... com ciúme Todas lembranças do meu pensamento Francisco Tribuzi