Poesia de vidro
Quebro as palavras de esquinas
Trôpegas, soluçantes, nas sarjetas
Nos becos dos botecos, nas neblinas
Ruínas e mistérios e gorjetas
E bebo os cacos das estrelas
Nos rios transparentes das colinas
Acordo o deserto do desterro
E as velas desses barcos de platinas
No berro das ladeiras desta rua
Diviso outras margens
cristalinas
A alma no meu espelho de
lua
Luzindo o destino de outras
sinas...!
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