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Mostrando postagens de fevereiro, 2014

Violentacidade

Em cada canto um assalto Em cada assalto uma vida Em cada susto me falto A alma cheia de ferida Não mais o namoro nas praças Jardins floridos de medo Esquinas dobrando as desgraças Do nosso triste enredo Até a lua se esconde E as estrelas apagadas São mais de 40, no bonde E incontáveis vidas ceifadas Cemitério de mortos-vivos O chão da penitenciaria Morada de bandos compulsivos Fabricando a dor diária Nem todos, porém, são perversos Um furto, um flerte, um erro Mas todos compõem os universos Da mesma sina, mesmo desterro... Quem dera Deus se apiedasse Num milagre a esse povo E cada pecado perdoasse Pra cada um nascer de novo E nossa ilha pudesse enfim Ser novamente pacata Feita de gente assim Que ama e não mata E esse poema que é prece Desse poeta menor Uma semente que floresce Tornando o homem melhor Francisco Tribuzi