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Mostrando postagens de junho, 2017

P Nauro Machado

Nauro no desterro Nau do portinho Machado sozinho A cavar o enterro Da tarde púbica Da chuva pura Na sua súplica Da amargura Na noite empírica Espatifada estrela Sobre um mar colérico Morto barco à vela Porte britânico Alma de linho Palavra, pânico Chão de espinho Nauro portinho Nau de desterro Público vinho Pão da poesia Francisco Tribuzi

TREM-BALA

O vento corre atrás do tempo Da bala E abala a estrutura De quem dentro vem e dispara E não vê a sombra por detrás da fala Que cala o vão do trem Só poesia sobra sobre a sombra além Mais veloz que a bala que abala o trem Mais veloz que o tempo de buscar o tempo Mais veloz que a voz de chamar o tempo Mais veloz que os olhos para olhar o tempo Arrastando o tempo que não volta mais Mais veloz que o vento que ficou no tempo Mais veloz que tudo que ficou prá trás Francisco Tribuzi