P Nauro Machado

Nauro no desterro
Nau do portinho
Machado sozinho
A cavar o enterro

Da tarde púbica
Da chuva pura
Na sua súplica
Da amargura

Na noite empírica
Espatifada estrela
Sobre um mar colérico
Morto barco à vela

Porte britânico
Alma de linho
Palavra, pânico
Chão de espinho

Nauro portinho
Nau de desterro
Público vinho
Pão da poesia


Francisco Tribuzi

Comentários

  1. Bom dia!
    Eu sou editora da revista Linguará e gostaria de pedir permissão para apresentar na próxima edição o poema 'O Homem em Pele e Osso' do seu pai.

    A Linguará acontece em ordem alfabética. Lançamos à edição A, com ótima aceitação em Portugal e no Brasil. Estamos a fazer a B (para março próximo) e gostaríamos de homenagear este grande artista.

    Fico no aguardo de seu contato positivo.

    Cumprimentos,
    Carla

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