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Mostrando postagens de setembro, 2015

Os olhos do tempo

Os olhos do tempo não dormem Sonâmbulos, aceleram passos/paisagens Das manhãs virando tardes/noites... No abismo de pesadelos,roda gigante do mundo As coisas parecem inertes Sem sentir o vento varrendo-lhes A matéria de que são feitas Até que o dia acabe e a noite chegue Com seus holofotes de estrela...farol de lua De nada adianta o silencio-O tempo corre arrastando as horas O que ficou pra traz,é feito de corpos/lembranças mortas São portas abertas/ O tempo não volta São horas desertas/No porto perdido do caís Os olhos do tempo não dormem E nada ha que os faça parar Na contagem regressiva,nossa sombra cheia de assombros Entre as penumbras do espaço,que nos atira nos precipícios do caminho sem volta... E uma fé tremulante e incerta Sobre o futuro de nossa alma deserta O homem,ser supremo da criação Na dúvida doída e atroz Terá nossa história sido em vão? E em vão apodrecido nossa voz? Os olhos do tempo,nunca dormem O tempo é um alazão indomado Galopa a...