Especial para o dia dos namorados
...Aquele friozinho na barriga – na hora do encontro – na hora da despedida – na hora da partida – na hora da volta. A ânsia enorme de não ver a hora da noite chegar para ir vê-la... Se entregar aos afagos – pronunciar palavras que nem sabia o verdadeiro sentido – recitar poemas do Vinicius de Morais. Beija-la com tanto carinho e emoção que eleva a pulsação pra mais de 100... dizer baixinho no seu ouvido, com a voz da alma: Te amo!
Até que um dos dois fala para o outro, um dos dois, “precisamos dar um tempo” (o mundo caiu) e um dos dois, perplexo (ele) pergunta “o que está acontecendo?” um outro alguém, ai o outro um dos dois (ela) “não...é que quero um tempo para reavaliar a relação” (chavão de praxe, e embromatório, para justificar o injustificável...) ai vem o abatimento... a tristeza... a saudade... Até que num belo dia, ela liga ou surge do nada... era tudo que ele queria e corre para os braços/abraços, que agora já sabe: Não sabe até quando será.
Ausência
Por esconderes tua boca
Nos grilhões da noite
Quebrei meu beijo no mural de vidro
E derramei paixão nas sargetas do silêncio
Tu te mudaste ontem e já se vão mil luas
Que os lugares comuns, parecem ruínas
Por esconderes tua boca
Nos grilhões de vidro
Quebrei meu beijo no mural da noite.
Francisco Tribuzi
Meu amor
Meu amor é infalível
Como tiro de revolver
Se eu mirar teu coração
Nosso amor sera incrível
Bem maior que impossível
Quase como loteria
Esse amor imprevisível
Forte como a luz do dia
Meu amor incorrigível
Como cio, como vicio
Desejo indestrutível
Chama vida do "hospício"
Meu amor não tem mistério
Nem caixinha de surpresa
Meu amor não tem critério
Nem ataque nem defesa
Ou vai além do cemitério ou termina sobre a mesa
Não discute desavença
Nem repete confusão
Desacredita a crença
Da formada opinião
Quando pensa que é sim
Atravessa a contra-mão
Meu amor é mesmo assim
Cheio de contradição
Mais no fundo é infalível
Mas que a falácia dos imortais
De discursos de auto nível
E atitudes imorais
Meu amor só irradia
No amor de quem se entrega
Nos braços da poesia
Onde a fé é certa e cega
Francisco Tribuzi
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