Crônica para mamãe
A cadeira de balanço, próximo ao janelão da sala (da ruas dos prazeres, 529) balança, vazia? Pela força do vento? ou pela presença imponente de Maria?... O jasmineiro floresce e espalha seu perfume pela sala/terraço/pelas frechas das janelas - junto, o perfume de Maria. A gata quase cega perambula desnorteada ainda procura o aconchego de Maria e às vezes se queda num canto da casa e brinca e expressa uma certa felicidade como que numa clarevidência encontrou sua amiga e protetora. Eu imagino sua sombra me acompanhando sua voz sussurrando conselhos/palavras de carinho aos meus ouvidos... O tempo parece parar para que eu me encontre na mistura do real e do sonho. Não há como viver sem as lembranças/saudades sem a crença de que ela ainda está aqui, em forma de luz a irradiar sua presença e reascender a nossa fé, para que eu possa acreditar em pelo menos uma eternidade: A eternidade de mamãe; Vida e razão maior da razão maior de minha vida!
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